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O Argumento Cosmológico Kalam

bang

Amigos, resolvi publicar em Kindle o resultado da minha monografia em Teologia escrita em 2013. É uma apresentação ao Argumento Cosmológico Kalam segundo William L. Craig. Não traz novidade para quem já conhece sua obra. No entanto, dei especial atenção à história da cosmologia do Big Bang ao longo do século XX, o que é o diferencial deste trabalho.

São três os capítulos mais a conclusão:

  1. Prolegômenos à Teologia Natural

Neste capítulo conto um pouco da história do ressurgimento dos temas da teologia clássica na filosofia analítica a partir da segunda metade do século XX. Mas o foco do capítulo é na análise das vigorosas objeções de Karl Barth à Teologia Natural e a reação de Emmil Brunner. Este capítulo resultou num artigo que publiquei na ReveleTeo, a revista de Teologia da PUC-SP e pode ser acessado aqui.

2. Raízes Históricas do Argumento Cosmológico Kalam

Neste capítulo apresentamos as raízes históricas do argumento na escolástica árabe, denominada kalam, especialmente na obra do grande teólogo árabe Al-Ghazali. Para uma resenha de um livro sobre a vida de Al-Ghazali, veja minha resenha de Ghazali: The Revival of Islam na Revista da Associação Brasileira de Filosofia da Religião aqui.

3. A Defesa do Argumento

Agora, entramos na defesa do argumento que consiste basicamente nas suas duas premissas e uma conclusão: 1)  Tudo que veio a existir tem uma causa, 2) O universo veio a existir; 3) Logo, o universo teve uma causa.

Nisso, passamos pela exposição da argumentação filosófica que sustenta o argumento e, então, enfatizamos as evidências para a teoria do Big Bang que ratificam em uníssono: o universo teve um início. A conclusão, se forem verdadeiras as premissas, é que o universo teve uma causa e essa causa é perfeitamente coerente com aquilo que os teístas chamam de “Deus”.

O livro está disponível aqui na Amazon.com.br por ínfimos R$8,90 (ao menos por enquanto) e para adquirir não precisa do dispositivo Kindle. Você pode ler no app do celular ou mesmo no computador.

Divulguem!

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Tantos ateus, tão pouco tempo! – William L. Craig

william-lane-craig

William L. Craig

Tradução: Vitor Grando
vitor.grnd@gmail.com
VitorGrando.wordpress.com

William Lane Craig nos mostra como o leigo pode lidar com o espírito secularista de nosso contexto acadêmico sem que para tal tenha de dominar todas as complexidades da filosofia da religião.

Pergunta:

Dr. Craig, eu estudo na Universidade do Estado de Louisiana e trabalho na biblioteca da faculdade. De todas as pessoas com quem eu trabalho, metade são agnósticas e a outra metade ateísta. Eu me tornei um cristão nascido-de-novo há pouco mais de um ano, após cinco anos de ateísmo. Eu tenho percebido que muitos jovens creem, como eu cria, que a religião é coisa estúpida e de que não há Deus algum. Eu sequer menciono religião para meus colegas de trabalho e alguns deles, ainda assim, dizem coisas horríveis a respeito da religião e do cristianismo. Eu trabalho com um inglês que diz que seu país é muito não-religioso onde até a menção do nome de Deus é ridicularizada. A América do Norte também tem se tornado descrente. Preocupo-me com nosso futuro. Não sei como combater o ateísmo. Sou cristão, convertido por experiências pessoais, não sou filósofo. Ateus pedem por respostas, respostas que eu não tenho tempo para procurar. Estou fazendo três cursos na LSU e nenhuma deles é filosofia. Como pode um simples estudante leigo, como eu, se tornar um decente defensor do cristianismo contra esse colegas ateus? Sempre defenderei minha crença em Cristo, mas eles procuram por algo mais do que eu creio. Eles dizem que os crentes são estúpidos e ilógicos, portanto eu gostaria de argumentar fundamentado na lógica e provar a eles que os crentes não são estúpidos. Como alguém que não tem tempo de aprender filosofia ou ler teologia pode debater contra esses descrentes mente-fechada?

John Leia Mais…