Tag Archive | Filosofia da Religião

A Onipotência e Seus Paradoxos

Resumo
Neste artigo analisamos a coerência do conceito de onipotência, atributo tradicionalmente atribuído ao Deus das grandes tradições monoteístas. Inicialmente propomos uma descrição adequada do conceito para que, então, possamos analisar alguns paradoxos tradicionais que procuram demonstrar a suposta incoerência do conceito de onipotência. Em nossa análise, fazemos a distinção do (1) conceito de onipotência quando considerado isoladamente do (2) conceito de onipotência quando considerado em conjunto com os demais atributos tradicionais de Deus, porque a resposta aos paradoxos será diferente, a depender de estarmos considerando (1) ou (2).

Palavras-chave: Onipotência. Coerência do teísmo. Filosofia
da religião. Atributos de Deus.

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Por que Hume e Kant estavam errados ao rejeitar a Teologia Natural – Richard Swinburne

Tradução: Vitor Grando
vitor.grnd@gmail.com
vitorgrando.wordpress.com

 

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Leia o texto na íntegra em: http://abfr.org/revista/index.php/rbfr/article/view/59/41

Wittgenstein e a Epistemologia Reformada

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Epistemologia da Religião
Interpretação Reformada e Wittgensteiniana: Aproximações e Diferenças

Por Vitor Grando
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The difficulty is to realize the groundlessness of our believings
L.W.

A religião, seja qual for a forma que tomar, sempre foi um fato presente em quaisquer sociedades que nós tenhamos conhecimento. É por isso que alguém já definiu o ser humano como o homo religiosus, como se a característica essencial do ser humano fosse não outra a não ser uma essência fundamentalmente orientada a práticas religiosas. Aristóteles, como é sabido, define o que distingue o ser humano das outras espécies do gênero animal como a sua racionalidade, que seria, portanto, sua essência. Sendo essencialmente racional e manifestamente religioso, a questão da relação entre fé e razão ou as práticas religiosas e a razão consistem numa questão fundamental para se entender o homem. Todas as grandes tradições monoteístas têm uma visão fundamentalmente positiva da razão, rejeitando o suposto dualismo tipicamente moderno entre as questões de fé e da razão. Leia Mais…

A Religião de Karl Marx

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Por Vitor Grando
vitor.grnd@gmail.com
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Pode-se considerar Karl Marx, ao lado de Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche e Charles Darwin, como um dos alicerces do espírito ateísta de nossos tempos. Para Marx, a crença religiosa era fruto de uma espécie de disfunção cognitiva. Como a consciência humana seria fruto das relações sociais e, para Marx, tais relações encontravam-se pervertidas, o resultado é que a crença religiosa seria fruto dessa perversão e, portanto, uma crença de pouco valor epistêmico. Freud dizia que a crença religiosa seria uma espécie de mecanismo psicológico destinado a satisfazer os anseios mais profundos da humanidade e, portanto, também não teria como objetivo a produção de crença verdadeira. Em Nietzsche, a religião é o desejo de controlar os mais fortes. Darwin, disse Richard Dawkins, tornou possível um ateísmo intelectualmente satisfatório porque – segundo Dawkins – teria eliminado Deus como exigência da explicação da natureza humana. Entretanto, ao contrário desses outros pensadores ateus¹ citados, Marx nunca escreveu um tratado específico contra a religião. Seu espírito antieclesiástico e ateísta era manifesto através de suas obras. Leia Mais…

Sobre o Academicismo Cristão – Alvin Plantinga

Nas últimas décadas, Plantinga foi um dos grandes responsáveis pelo ressurgimento do teísmo cristão no âmbito filosófico profissional nos últimos anos. Seus trabalhos em filosofia da religião e epistemologia causaram verdadeiras revoluções nas respectivas áreas. Neste artigo Plantinga discorre sobre como o acadêmico ou intelectual cristão deve encarar o seu labor; trata da suposta neutralidade da ciência e do academicismo em relação a posições religiosas; e como o cristão deve enfrentar e lidar com os pressupostos dessas disciplinas, que, não poucas vezes, estão em confronto direto com a fé cristã ou teísta.

Tradução: Vitor Grando
vitor.grnd@gmail.com
VitorGrando.wordpress.com

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SOBRE O ACADEMICISMO CRISTÃO – ALVIN PLANTINGA

Nossa questão aqui é: como pode uma universidade ser uma universidade apropriadamente católica ou cristã? Como tal universidade deveria ser? Essa é uma questão difícil por três razões: Primeira, como Chuck Wilber e outros apontaram, não temos modelos contemporâneos[1]. Não podemos olhar para Princeton (embora a amemos e a admiremos), para ver como eles fazem as coisas, como um modelo para nós. De fato, a verdade é justamente o oposto. Uma lição a ser aprendida da última palestra de George Marsden é a lição de que Princeton é um projeto falho: outrora ela era ou almejava ser uma universidade cristã, assim como nós; esse alvo, infelizmente, não foi alcançado. Assim, não podemos tomar Princeton como modelo; de fato, devemos aprender com seus erros. Segundo, se o que nós queremos é uma universidade católica ou cristã, devemos, como Nathan Hatch apontou, ousar ser diferente, seguir nosso próprio caminho, encarar os riscos envolvidos em se aventurar em territórios não explorados. Isso não é fácil; existem fortes pressões para que nós nos conformemos. (Mas é nossa universidade, afinal, e não temos de seguir o mesmo rebanho). E, terceiro, essa é uma questão multifacetada; tem que ser pensada em conexão com a educação de pós-graduação e de graduação também; devemos pensar sobre a necessidade do tipo de conversação mencionada por Craig Lent – tanto sobre a necessidade de tal conversação e sobre os tópicos apropriados; temos que pensar sobre grade curricular, sobre relacionamentos com outras universidades que almejam o mesmo objetivo que nós, como também sobre relacionamentos com outras universidades que almejam alvos diferentes; temos que pensar o que isso implica em relação às políticas de contratação; temos que pensar sobre essas coisas e milhares de outras. Leia Mais…

Teologia e Falsificação – Antony Flew

Antony Flew

Antony Flew

Tradução: Vitor Grando
vitor.grnd@gmail.com
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Este é um artigo clássico do filósofo Antony Flew (1923 – 2010), onde o autor acusa os enunciados teológicos de serem desprovidos de sentido. Diz-se ser este o artigo filosófico mais impresso da segunda metade do século XX tamanha sua importância. Flew foi um feroz ateu durante longos anos, no entanto, em 2004 admitiu a existência de Deus e tornou-se deísta; além disso Flew manteve amizade com pensadores cristãos como Gary Habermas e N.T. Wright e chegou a admitir que, embora não creia em milagres, as evidências da ressurreição de Cristo são consideráveis. Para conhecer mais sobre seu processo de “conversão” leia Jornada do Ateísmo à Crença. Leia Mais…

Conselho aos Filósofos Cristãos – Alvin Plantinga

(Com um prefácio especial para pensadores cristãos de diferentes disciplinas)

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Alvin Plantinga

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Tradução: Vitor Grando
vitor.grnd@gmail.com
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Prefácio.

No artigo seguinte eu escrevo da perspectiva de um filósofo e, é claro, eu tenho conhecimento detalhado apenas (no máximo) do meu campo de trabalho. Estou convicto, entretanto, de que muitas outras disciplinas se assemelham à filosofia no que tange às coisas que eu digo abaixo. (Fica a cargo dos praticantes de tais disciplinas observar se estou certo ou não). Leia Mais…

A Onipotência Divina e o Paradoxo da Pedra

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Por Vitor Grando
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Pode a força criar uma inconsistência lógica?

Uma das objeções mais comuns à coerência do teísmo cristão é o ataque à onipotência de Deus através do seguinte pergunta:

Poderia Deus criar uma pedra pesada o suficiente para que ele não consiga carregar?

Essa pergunta joga o teísta cristão contra a parede deixando-o apenas com duas opções:

1. Deus não pode criar tal pedra e, portanto, não é onipotente.

ou,

2. Deus pode criar tal pedra e, portanto, não é onipotente. Leia Mais…

Teísmo, Ateísmo e Racionalidade – Alvin Plantinga

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Alvin Plantinga

Alvin Plantinga é o filósofo da religião mais importante da atualidade. Nesse artigo, Plantinga combate a idéia de que o teísta que não tem sua crença apoiada sobre evidências seria, de alguma forma, irracional ou estaria violando seus deveres epistêmicos. Para Plantinga, tal objeção é infundada, podendo ser perfeitamente revertida contra o ateísmo. Leia Mais…

Sofisticação Intelectual e Crença Básica em Deus – Alvin Plantinga

O Alvin Plantinga é um dos grandes nomes da filosofia analítica. Pode-se dizer que Plantinga foi o grande líder responsável pelo ressurgimento do teísmo cristão no meio acadêmico filosófico com a publicação de sua obra God and Other Minds. Este artigo trata sobre a seguinte questão epistemológica: é racional crer em Deus na ausência de evidências? Plantinga afirma que sim, pois a própria crença constitui uma evidência para a existência de Deus, dispensando evidências baseadas em outras proposições. O pensamento de Plantinga de maneira alguma é fideísta, muito pelo contrário. Plantinga afirma que a crença em Deus é sim racional, mas não necessariamente essa racionalidade repousa sobre processos inferenciais derivados de outras proposições que não a própria crença. Quando nos deparamos com um objeto qualquer através da faculdade da percepção nós tomamos consciência dele por um processo não inferencial imediatamente nós o percebemos, para Plantinga o mesmo se dá com a crença em Deus.

Sofisticação Intelectual e Crença Básica em Deus – Alvin Plantinga
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Tradução: Vitor Grando
vitor.grnd@gmail.com
https://vitorgrando.wordpress.com/

Em “Reason and Belief in God,” eu sugeri que proposições como:

1. Deus está falando comigo.

2. Deus desaprova o que eu fiz, e

3. Deus me perdoa pelo que eu fiz.

São propriamente básicas para pelo menos alguns crentes em Deus; existe um vasto conjunto de condições, eu sugeri, nas quais tais proposições são, de fato, apropriadamente básicas. Leia Mais…