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Sobre o Academicismo Cristão – Alvin Plantinga

Nas últimas décadas, Plantinga foi um dos grandes responsáveis pelo ressurgimento do teísmo cristão no âmbito filosófico profissional nos últimos anos. Seus trabalhos em filosofia da religião e epistemologia causaram verdadeiras revoluções nas respectivas áreas. Neste artigo Plantinga discorre sobre como o acadêmico ou intelectual cristão deve encarar o seu labor; trata da suposta neutralidade da ciência e do academicismo em relação a posições religiosas; e como o cristão deve enfrentar e lidar com os pressupostos dessas disciplinas, que, não poucas vezes, estão em confronto direto com a fé cristã ou teísta.

Tradução: Vitor Grando
vitor.grnd@gmail.com
VitorGrando.wordpress.com

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SOBRE O ACADEMICISMO CRISTÃO – ALVIN PLANTINGA

Nossa questão aqui é: como pode uma universidade ser uma universidade apropriadamente católica ou cristã? Como tal universidade deveria ser? Essa é uma questão difícil por três razões: Primeira, como Chuck Wilber e outros apontaram, não temos modelos contemporâneos[1]. Não podemos olhar para Princeton (embora a amemos e a admiremos), para ver como eles fazem as coisas, como um modelo para nós. De fato, a verdade é justamente o oposto. Uma lição a ser aprendida da última palestra de George Marsden é a lição de que Princeton é um projeto falho: outrora ela era ou almejava ser uma universidade cristã, assim como nós; esse alvo, infelizmente, não foi alcançado. Assim, não podemos tomar Princeton como modelo; de fato, devemos aprender com seus erros. Segundo, se o que nós queremos é uma universidade católica ou cristã, devemos, como Nathan Hatch apontou, ousar ser diferente, seguir nosso próprio caminho, encarar os riscos envolvidos em se aventurar em territórios não explorados. Isso não é fácil; existem fortes pressões para que nós nos conformemos. (Mas é nossa universidade, afinal, e não temos de seguir o mesmo rebanho). E, terceiro, essa é uma questão multifacetada; tem que ser pensada em conexão com a educação de pós-graduação e de graduação também; devemos pensar sobre a necessidade do tipo de conversação mencionada por Craig Lent – tanto sobre a necessidade de tal conversação e sobre os tópicos apropriados; temos que pensar sobre grade curricular, sobre relacionamentos com outras universidades que almejam o mesmo objetivo que nós, como também sobre relacionamentos com outras universidades que almejam alvos diferentes; temos que pensar o que isso implica em relação às políticas de contratação; temos que pensar sobre essas coisas e milhares de outras. Leia Mais…

Tantos ateus, tão pouco tempo! – William L. Craig

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William L. Craig

Tradução: Vitor Grando
vitor.grnd@gmail.com
VitorGrando.wordpress.com

William Lane Craig nos mostra como o leigo pode lidar com o espírito secularista de nosso contexto acadêmico sem que para tal tenha de dominar todas as complexidades da filosofia da religião.

Pergunta:

Dr. Craig, eu estudo na Universidade do Estado de Louisiana e trabalho na biblioteca da faculdade. De todas as pessoas com quem eu trabalho, metade são agnósticas e a outra metade ateísta. Eu me tornei um cristão nascido-de-novo há pouco mais de um ano, após cinco anos de ateísmo. Eu tenho percebido que muitos jovens creem, como eu cria, que a religião é coisa estúpida e de que não há Deus algum. Eu sequer menciono religião para meus colegas de trabalho e alguns deles, ainda assim, dizem coisas horríveis a respeito da religião e do cristianismo. Eu trabalho com um inglês que diz que seu país é muito não-religioso onde até a menção do nome de Deus é ridicularizada. A América do Norte também tem se tornado descrente. Preocupo-me com nosso futuro. Não sei como combater o ateísmo. Sou cristão, convertido por experiências pessoais, não sou filósofo. Ateus pedem por respostas, respostas que eu não tenho tempo para procurar. Estou fazendo três cursos na LSU e nenhuma deles é filosofia. Como pode um simples estudante leigo, como eu, se tornar um decente defensor do cristianismo contra esse colegas ateus? Sempre defenderei minha crença em Cristo, mas eles procuram por algo mais do que eu creio. Eles dizem que os crentes são estúpidos e ilógicos, portanto eu gostaria de argumentar fundamentado na lógica e provar a eles que os crentes não são estúpidos. Como alguém que não tem tempo de aprender filosofia ou ler teologia pode debater contra esses descrentes mente-fechada?

John Leia Mais…

Questões Introdutórias Sobre a Canonicidade do Novo Testamento

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Por Vitor Grando
vitor.grnd@gmail.com
vitorgrando.wordpress.com

Certamente, uma das questões mais polêmicas e controversas quando falamos da fé cristã é a questão da formação do cânon neotestamentário. Apesar do fato de nenhum grande acadêmico do novo testamento, independente de sua (des)crença, acreditar ou corroborar as questões que o público leigo levanta, como aquelas levantadas pelo O Código Da Vinci, ainda assim paira uma nuvem de dúvida na cabeça de todos: como se deu a formação do Cânon do Novo Testamento? Por que foram 4 os evangelhos aceitos e não mais (ou menos)? Por que Marcos, Mateus, Lucas e João e não Maria Madalena, Filipe ou Tomé? Leia Mais…