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Rousseau, Pannenberg e a Natureza Humana

Bonn, CDU-Friedenskongress, Pannenberg

Wolfhart Pannenberg

Por Vitor Grando
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Jean-Jacques Rousseu nos “ensina”, em seu Discurso Sobre a Desigualdade, que os males da humanidade – guerras, assassinatos, misérias e horrores – têm sua origem não na ação perversa de determinados indivíduos, mas têm sua origem a partir do momento em que um homem finca uma estaca na terra e diz “Isto é meu!”, isto é, a origem dos males encontra-se na instituição da propriedade privada. A natureza humana é essencialmente boa vindo a ser pervertida por estruturas sociais externas, no caso de Rousseau, a propriedade privada. Daí a origem do otimismo antropológico de determinadas correntes políticas, em especial do socialismo. Ora, se a razão das guerras, da fome, da miséria, do racismo, da homofobia, do machismo, da intolerância não se encontra na própria essência do ser humano, tais problemas não serão combatidos na repreensão de atos individuais de maldade, mas precipuamente na luta pela derrocada das estruturas sociais consideradas opressoras. Leia Mais…

Madre Teresa e Liberalismo Econômico

Por Vitor Grando
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Acho que descobri a melhor e mais simples forma de ensinar ao leigo a diferença entre socialismo e capitalismo. Infelizmente, dado o pesado viés ideológico da nossa educação, a massa entende por capitalismo e socialismo o exato oposto do que tais ideias representam.

Recentemente numa conversa entre amigos sobre o tema, ao atacar as consequências práticas de toda forma de centralização econômica (i.e., socialismo), ouvi como resposta que eu ignorava as consequências do extremo da posição que defendo (capitalismo, ou melhor liberalismo), a saber, a insensibilidade em relação aos miseráveis em nome do acúmulo de capital. Isso demonstra o tamanho da desinformação que recebemos através das escolas e faculdades, que distorce terrivelmente a natureza desses dois sistemas, porque capitalismo não é isso. Capitalismo não prega dinheiro acima de tudo, porque ele é um sistema econômico e não um sistema que preceito valores éticos sobre o que é certo ou errado. Moralmente ele é neutro, portanto.

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Quranic Foundations for Islamic Violence

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Por Vitor Grando
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It’s a common place when people analyze religious phenomena to say that every religion is equally peaceful and promotes non-violence. Such that anyone who infringe peace and human rights cannot be considered a true Jew, a true Christian or a true Muslim. By this common place way of thinking, President Barack Obama maintains that ISIS is certainly not islamic. Leia Mais…

O Leviatã Incorrupto

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Por Vitor Grando
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Não é novidade para ninguém que o Brasil é um país imensamente maculado pela corrupção. Tal mácula tisna todas as esferas de poder seja do poder público ao civil, política, polícia, agente público, guarda de trânsito, empresário, funcionário, a mídia, partidos políticos e assim por diante. Dez entre dez brasileiros colocam a corrupção como o grande problema do país colocando na resolução dela a panaceia para a resolução de todos nossos problemas. Mas, sinto lhes dizer, corrupção por pior que seja não é o nosso maior problema. Antes o Brasil fosse só corrupto. Mas não é a corrupção a raiz principal de sermos o que somos. A raiz é outra. Leia Mais…

A Religião de Karl Marx

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Por Vitor Grando
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Pode-se considerar Karl Marx, ao lado de Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche e Charles Darwin, como um dos alicerces do espírito ateísta de nossos tempos. Para Marx, a crença religiosa era fruto de uma espécie de disfunção cognitiva. Como a consciência humana seria fruto das relações sociais e, para Marx, tais relações encontravam-se pervertidas, o resultado é que a crença religiosa seria fruto dessa perversão e, portanto, uma crença de pouco valor epistêmico. Freud dizia que a crença religiosa seria uma espécie de mecanismo psicológico destinado a satisfazer os anseios mais profundos da humanidade e, portanto, também não teria como objetivo a produção de crença verdadeira. Em Nietzsche, a religião é o desejo de controlar os mais fortes. Darwin, disse Richard Dawkins, tornou possível um ateísmo intelectualmente satisfatório porque – segundo Dawkins – teria eliminado Deus como exigência da explicação da natureza humana. Entretanto, ao contrário desses outros pensadores ateus¹ citados, Marx nunca escreveu um tratado específico contra a religião. Seu espírito antieclesiástico e ateísta era manifesto através de suas obras. Leia Mais…

A Pedagogia de Antonio Gramsci

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Por Vitor Grando
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“A tradição de todas as gerações mortas oprime, como um pesado, o cérebro dos vivos”[1] sentenciou Karl Marx. Certamente tal declaração pode ser revertida contra o seu próprio autor, haja vista sua ainda enorme influência – ainda que indireta – no contexto intelectual brasileiro. Temos partidos de orientação claramente marxista, bem como uma legião de estudiosos de suas obras em nossas universidades. Podemos não viver num regime comunista, mas ainda assim não é difícil identificar a influência velada que o marxismo exerce nos veículos de comunicação, nas ciências humanas e, até mesmo, na exegese bíblica, ou seja, sua influência viva no campo ideológico. Destarte, eis o motivo pelo qual eu escolhi o teórico marxista Antonio Gramsci para analisar sua pedagogia, que, após a queda do Muro de Berlim, foi providencial aos intentos marxistas. Gramsci foi um grande responsável pela difusão do marxismo no campo ideológico, como já dissemos acima, e isso inclui a disciplina da Pedagogia. Portanto, nada mais pertinente à nossa realidade do que a análise do pensamento gramsciano. Leia Mais…

Contra a Paranoia Desarmamentista

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Há uma instintiva aversão às armas em muitas pessoas. Aversão tal que a única hipótese que passa na cabeça de um desarmamentista em relação aos defensores do direito ao acesso às armas é uma especial predileção por sangue e morticínio. Poucos assuntos, diz Bene Barbosa, suscitam opiniões tão infundadas e quase que totalmente baseadas nas emoções quanto o armamento civil.

Eu mesmo já fui crítico do direito à posse de armas e ainda tenho minhas dúvidas quanto à viabilidade desse direito em países como o Brasil onde o rule of law passa longe, embora os resultados do Estatuto do Desarmamento tenham sido absolutamente catastróficos. Mas o que me parece é que essa aversão é estritamente emocional, completamente infundada e não substanciada pelos fatos, que provam reiteradamente que armas salvam vidas. Vamos às razões: Leia Mais…