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ORMSBY, Eric. Ghazali: The Revival of Islam (Makers of the Muslim World). Oxford: Oneworld Publications, 2007. 158 p.

RESENHA

ERIC ORMSBY GHAZALI: THE REVIVAL OF ISLAM MAKERS OF THE MUSLIM WORLD Oxford: Oneworld Publications, 2007. 158 p.

Vitor Grando
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vitor.grnd@gmail.com

ghazali

O islamismo é uma das maiores religiões do mundo, com mais de um bilhão e meio de adeptos e, ao mesmo tempo, é a que mais cresce, ao passo que o cristianismo tem suas raízes arrancadas progressivamente da Europa em razão dos fortes ventos do secularismo. Todavia, o islamismo ainda é completamente desconhecido por parte do mundo ocidental, levando-nos a uma grande incompreensão das razões, práticas e crenças de uma fé que, ao menos desde 2001, ocupa diuturnamente as manchetes dos jornais.

Sendo assim, urge, principalmente por parte de teólogos e cientistas da religião, a publicação de obras sobre o pensamento árabe, bem como a tradução dos seus principais expoentes, já que nisso ainda somos completamente incipientes no Brasil. Aquele que é provavelmente o maior dos teólogos árabes – al-Ghazālī – permanece largamente desconhecido no Brasil e sem que muitas de suas importantes obras tenham sido traduzidas. Al-Ghazālī talvez seja mais conhecido no âmbito da filosofia da religião como o desenvolvedor do chamado Argumento Cosmológico Kalam, popularizado por William L. Craig. No entanto, o teólogo árabe merece ter sua obra difundida pelos seus próprios méritos.

Continue a leitura em: http://abfr.org/revista/index.php/rbfr/article/view/27/43

Deus, o fiador da razão em Descartes

descartes

Vitor Grando
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O contexto em que Descartes escreve é um contexto onde se vivia uma revolução nas estruturas fundamentais do conhecimento e de crenças fulcrais da época, em especial na chamada Revolução Copernicana, que alterou profundamente a compreensão na cosmologia que vigia desde Aristóteles. Na concepção do filósofo grego, a terra seria o centro da galáxia e as demais órbitas celestes girariam em torno dela. Copérnico propõe que não a terra, mas sim o sol seria o centro da galáxia em torno do qual os corpos celestes – incluindo a terra – girariam. No entanto, à sua época ele não possuía suficientes evidências para sustentar sua teoria até que Galileu viria corroborá-lo quase um século depois. É nesse contexto de profundas mudanças em crenças tão fundamentais que escreve Descartes. A questão que ele enfrenta, portanto, é como garantir a verdade das nossas crenças dada tão ostensiva presença de equívocos naquilo que eventualmente tomamos por certo. Leia Mais…

Wittgenstein e a Epistemologia Reformada

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Epistemologia da Religião
Interpretação Reformada e Wittgensteiniana: Aproximações e Diferenças

Por Vitor Grando
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The difficulty is to realize the groundlessness of our believings
L.W.

A religião, seja qual for a forma que tomar, sempre foi um fato presente em quaisquer sociedades que nós tenhamos conhecimento. É por isso que alguém já definiu o ser humano como o homo religiosus, como se a característica essencial do ser humano fosse não outra a não ser uma essência fundamentalmente orientada a práticas religiosas. Aristóteles, como é sabido, define o que distingue o ser humano das outras espécies do gênero animal como a sua racionalidade, que seria, portanto, sua essência. Sendo essencialmente racional e manifestamente religioso, a questão da relação entre fé e razão ou as práticas religiosas e a razão consistem numa questão fundamental para se entender o homem. Todas as grandes tradições monoteístas têm uma visão fundamentalmente positiva da razão, rejeitando o suposto dualismo tipicamente moderno entre as questões de fé e da razão. Leia Mais…

Teologia e Falsificação – Antony Flew

Antony Flew

Antony Flew

Tradução: Vitor Grando
vitor.grnd@gmail.com
VitorGrando.wordpress.com

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Este é um artigo clássico do filósofo Antony Flew (1923 – 2010), onde o autor acusa os enunciados teológicos de serem desprovidos de sentido. Diz-se ser este o artigo filosófico mais impresso da segunda metade do século XX tamanha sua importância. Flew foi um feroz ateu durante longos anos, no entanto, em 2004 admitiu a existência de Deus e tornou-se deísta; além disso Flew manteve amizade com pensadores cristãos como Gary Habermas e N.T. Wright e chegou a admitir que, embora não creia em milagres, as evidências da ressurreição de Cristo são consideráveis. Para conhecer mais sobre seu processo de “conversão” leia Jornada do Ateísmo à Crença. Leia Mais…

Teísmo, Ateísmo e Racionalidade – Alvin Plantinga

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Alvin Plantinga

Alvin Plantinga é o filósofo da religião mais importante da atualidade. Nesse artigo, Plantinga combate a idéia de que o teísta que não tem sua crença apoiada sobre evidências seria, de alguma forma, irracional ou estaria violando seus deveres epistêmicos. Para Plantinga, tal objeção é infundada, podendo ser perfeitamente revertida contra o ateísmo. Leia Mais…

Sofisticação Intelectual e Crença Básica em Deus – Alvin Plantinga

O Alvin Plantinga é um dos grandes nomes da filosofia analítica. Pode-se dizer que Plantinga foi o grande líder responsável pelo ressurgimento do teísmo cristão no meio acadêmico filosófico com a publicação de sua obra God and Other Minds. Este artigo trata sobre a seguinte questão epistemológica: é racional crer em Deus na ausência de evidências? Plantinga afirma que sim, pois a própria crença constitui uma evidência para a existência de Deus, dispensando evidências baseadas em outras proposições. O pensamento de Plantinga de maneira alguma é fideísta, muito pelo contrário. Plantinga afirma que a crença em Deus é sim racional, mas não necessariamente essa racionalidade repousa sobre processos inferenciais derivados de outras proposições que não a própria crença. Quando nos deparamos com um objeto qualquer através da faculdade da percepção nós tomamos consciência dele por um processo não inferencial imediatamente nós o percebemos, para Plantinga o mesmo se dá com a crença em Deus.

Sofisticação Intelectual e Crença Básica em Deus – Alvin Plantinga
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Tradução: Vitor Grando
vitor.grnd@gmail.com
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Em “Reason and Belief in God,” eu sugeri que proposições como:

1. Deus está falando comigo.

2. Deus desaprova o que eu fiz, e

3. Deus me perdoa pelo que eu fiz.

São propriamente básicas para pelo menos alguns crentes em Deus; existe um vasto conjunto de condições, eu sugeri, nas quais tais proposições são, de fato, apropriadamente básicas. Leia Mais…

O Argumento Evolucionista Contra o Naturalismo – Alvin Plantinga

Alvin Plantinga é o maior filósofo cristão da atualidade. Formado no Calvin College e ex-professor da Universidade de Notre Dame. Seus trabalhos são fundamentais para o estudo da Filosofia da Religião, Metafísica e Epistemologia. Este artigo, na verdade, é um esboço de uma preleção dele na BIOLA University onde ele mostra que a incompatibilidade do evolucionismo não é com o teísmo, mas sim com o naturalismo (a crença de que tudo que existe é o mundo natural), já que o propósito da seleção natural é produzir sobrevivência e não crenças verdadeiras, portanto, no contexto naturalista não temos a menor garantia de que nossas crenças correspondam à realidade. Leia Mais…