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História das Controvérsias Cristológicas

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Por Vitor Grando
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vitor.grnd@gmail.com

Índice

  1. INTRODUÇÃO
    Da Natureza da Ortodoxia
    Da Natureza da Heresia
  2. DA NATUREZA DA QUESTÃO CRISTOLÓGICA
  3. HISTÓRIA DAS CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS
    A Caminho de Niceia
    A Caminho de Calcedônia
  4. MAS… E A PRÁTICA?
  5. BIBLIOGRAFIA

1. INTRODUÇÃO

DA NATUREZA DA ORTODOXIA

O estudo na dogmática cristã pressupõe a distinção entre ortodoxia e heterodoxia. Ortodoxia, basicamente, significa “ensinamento correto”, isto é, aquele conjunto de ensinamentos expressos ou implicados pelas Escrituras (norma normans) conforme interpretação da Tradição da Igreja (norma normata), em especial nos Credos definidos nos grandes Concílios Ecumênicos. Ao princípio sola scriptura da Reforma Protestante, não acompanha qualquer sugestão de livre-interpretação das Escrituras, mas traz consigo a importância do livre-exame das Escrituras, dado que elas são na hierarquia das leis a constituição da fé cristã à qual toda norma normata está subordinada. Portanto, o nosso exame das Escrituras precisa estar atento à regra geral para distinguir a verdade da fé ortodoxa da depravação herética estipulada por Vincent de Lérins, que é a atenção àquilo foi crido em todo o lugar, sempre e por todos os cristãos. Isto é, atento aos critérios da (1) catolicidade, (2) antiguidade e (3) consentimento. (CRISP, 2009). No entanto, o que distingue a concepção de tradição do catolicismo romano para o protestantismo é que enquanto aquele vai além do que é clara ou implicitamente revelado nas Escrituras, além de aplicar-se a doutrinas não fundamentais da fé cristã. O protestantismo compreende a tradição como, nas palavras de Irineu de Lyon, regula fidei (regra de fé), isto é, como guia interpretativo daquilo que está contido nas Escrituras. [1]A nossa fé não é uma fé sujeita aos modismos de um determinado século, mas ela perpassa e transcende todos os séculos. Nesse sentido, fica a lição de J.P. Moreland e Garrett DeWeese:

[…]ainda que a história da Igreja não seja infalível, se houver uma concepção ou conjunto delas que tenha sido adotada amplamente por respeitáveis pensadores na história da igreja, deve-se exigir muitas evidências antes de ir a uma direção diferente. […] Tome cuidado com a adesão a concepções de ensino bíblico que pareçam ser revisões politicamente corretas da Bíblia. Um bom teste para tais revisões é quando uma posição em uma área do ensinamento bíblico tenha sido adotada recente e justamente em um período em que houve pressão ideológica da cultura geral para que tal posição fosse aceita de alguma maneira. É mais do que irônico que seja descoberta, pela primeira vez na história da igreja, uma concepção que ‘coincidentemente’ está sendo recomendada pelos críticos da igreja (MORELAND & DeWEESE, 2011, p. 150)
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Resenha de EHRMAN, Bart D. O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse? Quem Mudou a Bíblia e Por Quê. São Paulo: Prestígio, 2006. 245 p

Resenha

EHRMAN, Bart D. O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse? Quem Mudou a Bíblia e Por Quê. São Paulo: Prestígio, 2006. 245 p

Vitor Grando
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ehrman

Na última década, vimos o surgimento de um movimento fortemente antiteísta, que veio a ser denominado por neoateísmo e conhecido pelas suas mordazes críticas a toda religião, em especial ao cristianismo. Christopher Hitchens, Daniel Dennett, Richard Dawkins e Sam Harris são quatro dos principais “evangelistas” do movimento. Na esteira dessa empreitada, surge Bart D. Ehrman. À diferença dos demais, Ehrman é um especialista naquilo que é alvo de seus ataques. Ph.D em teologia pela Universidade de Princeton, ele é um dos principais especialistas em crítica textual do Novo Testamento dos nossos dias. Usando de toda sua bagagem teórica e indiscutível autoridade acadêmica, ele nos tenta mostrar que o Novo Testamento tal como nós o temos hoje não é textualmente confiável, por ter sido vítima, supostamente, de milhares de alterações voluntárias e involuntárias nas mãos dos copistas ao longo dos séculos. Daí o título provocador de seu livro, que insinua logo de cara que, digamos, nem tudo que Jesus disse foi, de fato, dito por ele.

Continue a leitura em: https://revistas.pucsp.br//index.php/reveleteo/article/view/22429/17030

ORMSBY, Eric. Ghazali: The Revival of Islam (Makers of the Muslim World). Oxford: Oneworld Publications, 2007. 158 p.

RESENHA

ERIC ORMSBY GHAZALI: THE REVIVAL OF ISLAM MAKERS OF THE MUSLIM WORLD Oxford: Oneworld Publications, 2007. 158 p.

Vitor Grando
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ghazali

O islamismo é uma das maiores religiões do mundo, com mais de um bilhão e meio de adeptos e, ao mesmo tempo, é a que mais cresce, ao passo que o cristianismo tem suas raízes arrancadas progressivamente da Europa em razão dos fortes ventos do secularismo. Todavia, o islamismo ainda é completamente desconhecido por parte do mundo ocidental, levando-nos a uma grande incompreensão das razões, práticas e crenças de uma fé que, ao menos desde 2001, ocupa diuturnamente as manchetes dos jornais.

Sendo assim, urge, principalmente por parte de teólogos e cientistas da religião, a publicação de obras sobre o pensamento árabe, bem como a tradução dos seus principais expoentes, já que nisso ainda somos completamente incipientes no Brasil. Aquele que é provavelmente o maior dos teólogos árabes – al-Ghazālī – permanece largamente desconhecido no Brasil e sem que muitas de suas importantes obras tenham sido traduzidas. Al-Ghazālī talvez seja mais conhecido no âmbito da filosofia da religião como o desenvolvedor do chamado Argumento Cosmológico Kalam, popularizado por William L. Craig. No entanto, o teólogo árabe merece ter sua obra difundida pelos seus próprios méritos.

Continue a leitura em: http://abfr.org/revista/index.php/rbfr/article/view/27/43

Deus, o fiador da razão em Descartes

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Vitor Grando
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O contexto em que Descartes escreve é um contexto onde se vivia uma revolução nas estruturas fundamentais do conhecimento e de crenças fulcrais da época, em especial na chamada Revolução Copernicana, que alterou profundamente a compreensão na cosmologia que vigia desde Aristóteles. Na concepção do filósofo grego, a terra seria o centro da galáxia e as demais órbitas celestes girariam em torno dela. Copérnico propõe que não a terra, mas sim o sol seria o centro da galáxia em torno do qual os corpos celestes – incluindo a terra – girariam. No entanto, à sua época ele não possuía suficientes evidências para sustentar sua teoria até que Galileu viria corroborá-lo quase um século depois. É nesse contexto de profundas mudanças em crenças tão fundamentais que escreve Descartes. A questão que ele enfrenta, portanto, é como garantir a verdade das nossas crenças dada tão ostensiva presença de equívocos naquilo que eventualmente tomamos por certo. Leia Mais…

A Onipotência e Seus Paradoxos

Resumo
Neste artigo analisamos a coerência do conceito de onipotência, atributo tradicionalmente atribuído ao Deus das grandes tradições monoteístas. Inicialmente propomos uma descrição adequada do conceito para que, então, possamos analisar alguns paradoxos tradicionais que procuram demonstrar a suposta incoerência do conceito de onipotência. Em nossa análise, fazemos a distinção do (1) conceito de onipotência quando considerado isoladamente do (2) conceito de onipotência quando considerado em conjunto com os demais atributos tradicionais de Deus, porque a resposta aos paradoxos será diferente, a depender de estarmos considerando (1) ou (2).

Palavras-chave: Onipotência. Coerência do teísmo. Filosofia
da religião. Atributos de Deus.

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Wittgenstein e a Epistemologia Reformada

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Epistemologia da Religião
Interpretação Reformada e Wittgensteiniana: Aproximações e Diferenças

Por Vitor Grando
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The difficulty is to realize the groundlessness of our believings
L.W.

A religião, seja qual for a forma que tomar, sempre foi um fato presente em quaisquer sociedades que nós tenhamos conhecimento. É por isso que alguém já definiu o ser humano como o homo religiosus, como se a característica essencial do ser humano fosse não outra a não ser uma essência fundamentalmente orientada a práticas religiosas. Aristóteles, como é sabido, define o que distingue o ser humano das outras espécies do gênero animal como a sua racionalidade, que seria, portanto, sua essência. Sendo essencialmente racional e manifestamente religioso, a questão da relação entre fé e razão ou as práticas religiosas e a razão consistem numa questão fundamental para se entender o homem. Todas as grandes tradições monoteístas têm uma visão fundamentalmente positiva da razão, rejeitando o suposto dualismo tipicamente moderno entre as questões de fé e da razão. Leia Mais…

Rousseau, Pannenberg e a Natureza Humana

Bonn, CDU-Friedenskongress, Pannenberg

Wolfhart Pannenberg

Por Vitor Grando
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Jean-Jacques Rousseu nos “ensina”, em seu Discurso Sobre a Desigualdade, que os males da humanidade – guerras, assassinatos, misérias e horrores – têm sua origem não na ação perversa de determinados indivíduos, mas têm sua origem a partir do momento em que um homem finca uma estaca na terra e diz “Isto é meu!”, isto é, a origem dos males encontra-se na instituição da propriedade privada. A natureza humana é essencialmente boa vindo a ser pervertida por estruturas sociais externas, no caso de Rousseau, a propriedade privada. Daí a origem do otimismo antropológico de determinadas correntes políticas, em especial do socialismo. Ora, se a razão das guerras, da fome, da miséria, do racismo, da homofobia, do machismo, da intolerância não se encontra na própria essência do ser humano, tais problemas não serão combatidos na repreensão de atos individuais de maldade, mas precipuamente na luta pela derrocada das estruturas sociais consideradas opressoras. Leia Mais…

Madre Teresa e Liberalismo Econômico

Por Vitor Grando
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Acho que descobri a melhor e mais simples forma de ensinar ao leigo a diferença entre socialismo e capitalismo. Infelizmente, dado o pesado viés ideológico da nossa educação, a massa entende por capitalismo e socialismo o exato oposto do que tais ideias representam.

Recentemente numa conversa entre amigos sobre o tema, ao atacar as consequências práticas de toda forma de centralização econômica (i.e., socialismo), ouvi como resposta que eu ignorava as consequências do extremo da posição que defendo (capitalismo, ou melhor liberalismo), a saber, a insensibilidade em relação aos miseráveis em nome do acúmulo de capital. Isso demonstra o tamanho da desinformação que recebemos através das escolas e faculdades, que distorce terrivelmente a natureza desses dois sistemas, porque capitalismo não é isso. Capitalismo não prega dinheiro acima de tudo, porque ele é um sistema econômico e não um sistema que preceito valores éticos sobre o que é certo ou errado. Moralmente ele é neutro, portanto.

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Introdução ao Islã (Áudio)

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Segue o link da minha última aula introdutória sobre a história e alguns conceitos básicos do Islã:

– Introdução ao Islã – Vitor Grando (Mp3)
– Introdução ao Islã – Vitor Grando (YouTube)

Também de minha autoria:

1. Quranic Foundations for Islamic Violence;

2. Morticínio no Corão e no Antigo Testamento;

 

Quranic Foundations for Islamic Violence

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Por Vitor Grando
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It’s a common place when people analyze religious phenomena to say that every religion is equally peaceful and promotes non-violence. Such that anyone who infringe peace and human rights cannot be considered a true Jew, a true Christian or a true Muslim. By this common place way of thinking, President Barack Obama maintains that ISIS is certainly not islamic. Leia Mais…