Archive | abril 2017

História das Controvérsias Cristológicas

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Por Vitor Grando
http://VitorGrando.wordpress.com
vitor.grnd@gmail.com

Índice

  1. INTRODUÇÃO
    Da Natureza da Ortodoxia
    Da Natureza da Heresia
  2. DA NATUREZA DA QUESTÃO CRISTOLÓGICA
  3. HISTÓRIA DAS CONTROVÉRSIAS CRISTOLÓGICAS
    A Caminho de Niceia
    A Caminho de Calcedônia
  4. MAS… E A PRÁTICA?
  5. BIBLIOGRAFIA

1. INTRODUÇÃO

DA NATUREZA DA ORTODOXIA

O estudo na dogmática cristã pressupõe a distinção entre ortodoxia e heterodoxia. Ortodoxia, basicamente, significa “ensinamento correto”, isto é, aquele conjunto de ensinamentos expressos ou implicados pelas Escrituras (norma normans) conforme interpretação da Tradição da Igreja (norma normata), em especial nos Credos definidos nos grandes Concílios Ecumênicos. Ao princípio sola scriptura da Reforma Protestante, não acompanha qualquer sugestão de livre-interpretação das Escrituras, mas traz consigo a importância do livre-exame das Escrituras, dado que elas são na hierarquia das leis a constituição da fé cristã à qual toda norma normata está subordinada. Portanto, o nosso exame das Escrituras precisa estar atento à regra geral para distinguir a verdade da fé ortodoxa da depravação herética estipulada por Vincent de Lérins, que é a atenção àquilo foi crido em todo o lugar, sempre e por todos os cristãos. Isto é, atento aos critérios da (1) catolicidade, (2) antiguidade e (3) consentimento. (CRISP, 2009). No entanto, o que distingue a concepção de tradição do catolicismo romano para o protestantismo é que enquanto aquele vai além do que é clara ou implicitamente revelado nas Escrituras, além de aplicar-se a doutrinas não fundamentais da fé cristã. O protestantismo compreende a tradição como, nas palavras de Irineu de Lyon, regula fidei (regra de fé), isto é, como guia interpretativo daquilo que está contido nas Escrituras. [1]A nossa fé não é uma fé sujeita aos modismos de um determinado século, mas ela perpassa e transcende todos os séculos. Nesse sentido, fica a lição de J.P. Moreland e Garrett DeWeese:

[…]ainda que a história da Igreja não seja infalível, se houver uma concepção ou conjunto delas que tenha sido adotada amplamente por respeitáveis pensadores na história da igreja, deve-se exigir muitas evidências antes de ir a uma direção diferente. […] Tome cuidado com a adesão a concepções de ensino bíblico que pareçam ser revisões politicamente corretas da Bíblia. Um bom teste para tais revisões é quando uma posição em uma área do ensinamento bíblico tenha sido adotada recente e justamente em um período em que houve pressão ideológica da cultura geral para que tal posição fosse aceita de alguma maneira. É mais do que irônico que seja descoberta, pela primeira vez na história da igreja, uma concepção que ‘coincidentemente’ está sendo recomendada pelos críticos da igreja (MORELAND & DeWEESE, 2011, p. 150)
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Resenha de EHRMAN, Bart D. O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse? Quem Mudou a Bíblia e Por Quê. São Paulo: Prestígio, 2006. 245 p

Resenha

EHRMAN, Bart D. O que Jesus Disse? O que Jesus Não Disse? Quem Mudou a Bíblia e Por Quê. São Paulo: Prestígio, 2006. 245 p

Vitor Grando
http://VitorGrando.wordpress.com
vitor.grnd@gmail.com

 

ehrman

Na última década, vimos o surgimento de um movimento fortemente antiteísta, que veio a ser denominado por neoateísmo e conhecido pelas suas mordazes críticas a toda religião, em especial ao cristianismo. Christopher Hitchens, Daniel Dennett, Richard Dawkins e Sam Harris são quatro dos principais “evangelistas” do movimento. Na esteira dessa empreitada, surge Bart D. Ehrman. À diferença dos demais, Ehrman é um especialista naquilo que é alvo de seus ataques. Ph.D em teologia pela Universidade de Princeton, ele é um dos principais especialistas em crítica textual do Novo Testamento dos nossos dias. Usando de toda sua bagagem teórica e indiscutível autoridade acadêmica, ele nos tenta mostrar que o Novo Testamento tal como nós o temos hoje não é textualmente confiável, por ter sido vítima, supostamente, de milhares de alterações voluntárias e involuntárias nas mãos dos copistas ao longo dos séculos. Daí o título provocador de seu livro, que insinua logo de cara que, digamos, nem tudo que Jesus disse foi, de fato, dito por ele.

Continue a leitura em: https://revistas.pucsp.br//index.php/reveleteo/article/view/22429/17030

ORMSBY, Eric. Ghazali: The Revival of Islam (Makers of the Muslim World). Oxford: Oneworld Publications, 2007. 158 p.

RESENHA

ERIC ORMSBY GHAZALI: THE REVIVAL OF ISLAM MAKERS OF THE MUSLIM WORLD Oxford: Oneworld Publications, 2007. 158 p.

Vitor Grando
https://vitorgrando.wordpress.com
vitor.grnd@gmail.com

ghazali

O islamismo é uma das maiores religiões do mundo, com mais de um bilhão e meio de adeptos e, ao mesmo tempo, é a que mais cresce, ao passo que o cristianismo tem suas raízes arrancadas progressivamente da Europa em razão dos fortes ventos do secularismo. Todavia, o islamismo ainda é completamente desconhecido por parte do mundo ocidental, levando-nos a uma grande incompreensão das razões, práticas e crenças de uma fé que, ao menos desde 2001, ocupa diuturnamente as manchetes dos jornais.

Sendo assim, urge, principalmente por parte de teólogos e cientistas da religião, a publicação de obras sobre o pensamento árabe, bem como a tradução dos seus principais expoentes, já que nisso ainda somos completamente incipientes no Brasil. Aquele que é provavelmente o maior dos teólogos árabes – al-Ghazālī – permanece largamente desconhecido no Brasil e sem que muitas de suas importantes obras tenham sido traduzidas. Al-Ghazālī talvez seja mais conhecido no âmbito da filosofia da religião como o desenvolvedor do chamado Argumento Cosmológico Kalam, popularizado por William L. Craig. No entanto, o teólogo árabe merece ter sua obra difundida pelos seus próprios méritos.

Continue a leitura em: http://abfr.org/revista/index.php/rbfr/article/view/27/43