Contra a Paranoia Desarmamentista

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Há uma instintiva aversão às armas em muitas pessoas. Aversão tal que a única hipótese que passa na cabeça de um desarmamentista em relação aos defensores do direito ao acesso às armas é uma especial predileção por sangue e morticínio. Poucos assuntos, diz Bene Barbosa, suscitam opiniões tão infundadas e quase que totalmente baseadas nas emoções quanto o armamento civil.

Eu mesmo já fui crítico do direito à posse de armas e ainda tenho minhas dúvidas quanto à viabilidade desse direito em países como o Brasil onde o rule of law passa longe, embora os resultados do Estatuto do Desarmamento tenham sido absolutamente catastróficos. Mas o que me parece é que essa aversão é estritamente emocional, completamente infundada e não substanciada pelos fatos, que provam reiteradamente que armas salvam vidas. Vamos às razões:

1) No caso específico dos Estados Unidos da América, onde o presidente Barack Obama insiste em pressionar o Congresso para que restrinja o armamento civil, há de se apontar que a Segunda Emenda da Constituição Norte-Americana diz:

Sendo necessária à segurança de um Estado livre a existência de uma milícia bem organizada, o direito do povo de possuir e usar armas não poderá ser infringido.

Sendo assim, as tentativas de Barack Obama de infringir o direito do povo de possuir e usar armas é inconstitucional e suas tentativas de infringir tal direito via decreto é puro autoritarismo, que usurpa uma função que deve ser exercida pelo Congresso, que tanto pelo lado republicano quanto democrata já rejeitou as propostas de Obama.

A mídia progressista brasileira e, presumo, mundial acusa o Congresso Americano de estar sob o jugo do “lobby da indústria armamentista”. Pura tática mentirosa e simplista daqueles grupelhos progressistas que sempre postulam uma entidade misteriosa por trás das posições daqueles que lhes são contrários. A verdade é que o povo americano defende a Segunda Emenda e o Congresso o representa fielmente.

2) Se Barack Obama estivesse sinceramente sentido com a morte dos inocentes, não seria leniente com o perigo islâmico crescente nos Estados Unidos. Também não teria propiciado o advento do Estado Islâmico com a retirada das tropas do Iraque. Mas Obama é assim mesmo. Ele adota aquilo que o faz ficar bem na fita e ser visto pela mídia como o Senhor das Virtudes. Nada mais falso e hipócrita. Pelo que se vê, Reagan não foi o único ator presidente dos EUA.

Recentemente um sujeito motivado estritamente pela sua fé islâmica protagonizou um massacre em San Bernardino. Mas Obama insiste em fugir das verdadeiras causas e foca naquilo que lhe é conveniente. A culpa, para Obama, é das armas. Ora, a culpa – obviamente – é de um indivíduo motivado por uma ideologia incentivada pelo presidente.

3) Obama diz que esses “mass shootings” não ocorrem em outros países avançados. É falso. O que ele e a imprensa ignoram é que os Estados Unidos têm 300.000.000 de habitantes, o que é quase a metade de toda Europa e, portanto, em números absolutos é óbvio que tais casos seriam mais recorrentes nos EUA. No entanto, em termos proporcionais morre menos gente em decorrência desses ataques nos EUA do que em países como Noruega, Suíça e Finlândia.

4) Não existe correlação entre maior número de armas e aumento de violência. Na verdade, a correlação é oposta. Estados com o maior número de armas tendem a apresentar um declínio em crimes violentos. Já no Brasil o índice de homicídios por armas de fogo só tem crescido a despeito do rigoroso controle de armas.

A Austrália decretou um rigoroso controle de armas em 1996 e até então não colheu resultados satisfatórios. A Inglaterra, Jamaica e Irlanda registraram um aumento no número de homicídios após leis de controle das armas.

Washington e Chicago registraram um aumento relativo de assassinatos após leis de maior controle de acesso às armas.

O porte de armas nos EUA aumentou 178% nos últimos oito anos. Resultado? A criminalidade despencou aos níveis mais baixos desde 1957.

Os 8 estados americanos com mais restrições à posse de armas possuem um índice de homicídio com armas de fogo per capita 60% maior do que os 8 estados americanos menos restritivos

Os 9 países europeus com menos armas de fogo por habitante apresentam uma taxa de homicídios per capita três vezes maior que os 9 países europeus com mais armas de fogo por habitante

Fonte:
1) http://crimeresearch.org/…/murder-and-homicide-rates…/
2) http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2176
3) http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2167

5) A grande maioria dos “mass shootings” nos EUA ocorrem nas chamadas “Gun-Free Zones”, como escolas e igrejas. A razão é óbvia. Em Gun-Free Zones, o atirador tem a certeza que não será impedido por alguém armado. Armas salvam vidas. Não é por acaso que Barack Obama e Hillary Clinton vivem rodeados de seguranças fortemente armados.

Não se pode desconsiderar as inúmeras vezes em que armas são usadas defensivamente. Na Inglaterra, por exemplo, país com fortes restrições ao armamento civil, a taxa de estupros per capita é 125% maior que nos EUA. Uma mulher armada resulta num equilíbrio de forças e repele aqueles que queiram fazer uso de sua fragilidade. É praticamente inviável estimar as inúmeras vezes em que armas são usadas para repelir criminosos.

Fonte: http://www.mises.org.br/Article.aspx?id=2167

6) É tremenda ingenuidade acreditar que um indivíduo que usa uma arma para infringir a lei – num homicídio – deixará de infringir a lei para adquirir uma arma. Isso é puro nonsense.

Acho que isso é suficiente para, no mínimo, fazer o desarmamentista sincero refletir sobre a viabilidade de seus intentos. Se quisermos mesmo preservar vidas, devemos optar pelo caminho que funciona, não pelo caminho bonito.

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