Wittgenstein e a Epistemologia Reformada

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Epistemologia da Religião
Interpretação Reformada e Wittgensteiniana: Aproximações e Diferenças

Por Vitor Grando
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The difficulty is to realize the groundlessness of our believings
L.W.

A religião, seja qual for a forma que tomar, sempre foi um fato presente em quaisquer sociedades que nós tenhamos conhecimento. É por isso que alguém já definiu o ser humano como o homo religiosus, como se a característica essencial do ser humano fosse não outra a não ser uma essência fundamentalmente orientada a práticas religiosas. Aristóteles, como é sabido, define o que distingue o ser humano das outras espécies do gênero animal como a sua racionalidade, que seria, portanto, sua essência. Sendo essencialmente racional e manifestamente religioso, a questão da relação entre fé e razão ou as práticas religiosas e a razão consistem numa questão fundamental para se entender o homem. Todas as grandes tradições monoteístas têm uma visão fundamentalmente positiva da razão, rejeitando o suposto dualismo tipicamente moderno entre as questões de fé e da razão. Leia Mais…

Rousseau, Pannenberg e a Natureza Humana

Bonn, CDU-Friedenskongress, Pannenberg

Wolfhart Pannenberg

Por Vitor Grando
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Jean-Jacques Rousseu nos “ensina”, em seu Discurso Sobre a Desigualdade, que os males da humanidade – guerras, assassinatos, misérias e horrores – têm sua origem não na ação perversa de determinados indivíduos, mas têm sua origem a partir do momento em que um homem finca uma estaca na terra e diz “Isto é meu!”, isto é, a origem dos males encontra-se na instituição da propriedade privada. A natureza humana é essencialmente boa vindo a ser pervertida por estruturas sociais externas, no caso de Rousseau, a propriedade privada. Daí a origem do otimismo antropológico de determinadas correntes políticas, em especial do socialismo. Ora, se a razão das guerras, da fome, da miséria, do racismo, da homofobia, do machismo, da intolerância não se encontra na própria essência do ser humano, tais problemas não serão combatidos na repreensão de atos individuais de maldade, mas precipuamente na luta pela derrocada das estruturas sociais consideradas opressoras. Leia Mais…

Madre Teresa e Liberalismo Econômico

Por Vitor Grando
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Acho que descobri a melhor e mais simples forma de ensinar ao leigo a diferença entre socialismo e capitalismo. Infelizmente, dado o pesado viés ideológico da nossa educação, a massa entende por capitalismo e socialismo o exato oposto do que tais ideias representam.

Recentemente numa conversa entre amigos sobre o tema, ao atacar as consequências práticas de toda forma de centralização econômica (i.e., socialismo), ouvi como resposta que eu ignorava as consequências do extremo da posição que defendo (capitalismo, ou melhor liberalismo), a saber, a insensibilidade em relação aos miseráveis em nome do acúmulo de capital. Isso demonstra o tamanho da desinformação que recebemos através das escolas e faculdades, que distorce terrivelmente a natureza desses dois sistemas, porque capitalismo não é isso. Capitalismo não prega dinheiro acima de tudo, porque ele é um sistema econômico e não um sistema que preceito valores éticos sobre o que é certo ou errado. Moralmente ele é neutro, portanto.

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Introdução ao Islã (Áudio)

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Segue o link da minha última aula introdutória sobre a história e alguns conceitos básicos do Islã:

– Introdução ao Islã – Vitor Grando (Mp3)
– Introdução ao Islã – Vitor Grando (YouTube)

Também de minha autoria:

1. Quranic Foundations for Islamic Violence;

2. Morticínio no Corão e no Antigo Testamento;

 

Quranic Foundations for Islamic Violence

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Por Vitor Grando
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It’s a common place when people analyze religious phenomena to say that every religion is equally peaceful and promotes non-violence. Such that anyone who infringe peace and human rights cannot be considered a true Jew, a true Christian or a true Muslim. By this common place way of thinking, President Barack Obama maintains that ISIS is certainly not islamic. Leia Mais…

O Martírio de Inácio de Antioquia e Policarpo de Esmirna

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Por Vitor Grando
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Nos primeiros três séculos de cristianismo até 311, quando o então imperador Galerius proferiu um edito que permita aos cristãos realizarem seus cultos em paz e lhes conferia proteção legal, o cristianismo vivia em intermitente atrito com o Império Romano, que alternava períodos de intensa perseguição com períodos de relativa trégua. Mas é com a conversão de outro imperador, Constantino, no ano 312, que o cristianismo viria a ser não só admitido como tornado religião oficial do império. Leia Mais…

Existe Conflito entre Ciência e Religião?

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Por Vitor Grando
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O grande Galileu, já octogenário, sofreu nas masmorras da Inquisição, porque havia demonstrado por provas irrefragáveis o movimento da Terra.
Voltaire, “Descartes and Newton” (1728).

Se estivermos perguntando se há na natureza da ciência e na natureza da religião algo que lhes coloque em confronto a priori, a resposta é certamente não. Ser religioso não implica em qualquer animosidade em relação à ciência.

No entanto, é ao menos possível um conflito a posteriori quando certas concepções científicas entram em choque com outras concepções religiosas. Afinal, as diversas religiões – nisso incluso o cristianismo – fazem não só afirmações de natureza metafísica, mas também sobre a realidade histórica. Não obstante Bultmann, Crossan et al, a ressurreição de Cristo é claramente tratada como um evento histórico no espaço-tempo (1 Co 15.14) e, portanto, sujeita ao escrutínio da ciência histórica. Somente doses cavalares de teologia liberal podem nos fazer acreditar que os primeiros discípulos proclamavam a ressurreição enquanto testemunham o corpo do Salvador apodrecer no túmulo. Estudos históricos podem corroborar ou confrontar tal afirmação religiosa. Também a depender de como se interpretam os relatos da criação no Gênesis, é bem possível que isso gere um confronto com o darwinismo. Leia Mais…

Tradição e Escrituras

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Por Vitor Grando
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“edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo o próprio Cristo Jesus a principal pedra angular desse alicerce.” Ef 2:20

O pensamento protestante pós-Reforma causou uma ruptura com o valor da tradição da Igreja. A rusga entre dois partidos opostos tende a fazer com que ambas as partes supervalorizem sua forma de pensamento em detrimento de qualquer forma que sugira uma mínima validade do ponto de vista adversário. Não há espaço para aproximação. As linhas divisórias têm de ser traçadas claramente e, como consequência, arbitrariamente. Leia Mais…

O Leviatã Incorrupto

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Por Vitor Grando
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Não é novidade para ninguém que o Brasil é um país imensamente maculado pela corrupção. Tal mácula tisna todas as esferas de poder seja do poder público ao civil, política, polícia, agente público, guarda de trânsito, empresário, funcionário, a mídia, partidos políticos e assim por diante. Dez entre dez brasileiros colocam a corrupção como o grande problema do país colocando na resolução dela a panaceia para a resolução de todos nossos problemas. Mas, sinto lhes dizer, corrupção por pior que seja não é o nosso maior problema. Antes o Brasil fosse só corrupto. Mas não é a corrupção a raiz principal de sermos o que somos. A raiz é outra. Leia Mais…

A Religião de Karl Marx

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Por Vitor Grando
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Pode-se considerar Karl Marx, ao lado de Sigmund Freud, Friedrich Nietzsche e Charles Darwin, como um dos alicerces do espírito ateísta de nossos tempos. Para Marx, a crença religiosa era fruto de uma espécie de disfunção cognitiva. Como a consciência humana seria fruto das relações sociais e, para Marx, tais relações encontravam-se pervertidas, o resultado é que a crença religiosa seria fruto dessa perversão e, portanto, uma crença de pouco valor epistêmico. Freud dizia que a crença religiosa seria uma espécie de mecanismo psicológico destinado a satisfazer os anseios mais profundos da humanidade e, portanto, também não teria como objetivo a produção de crença verdadeira. Em Nietzsche, a religião é o desejo de controlar os mais fortes. Darwin, disse Richard Dawkins, tornou possível um ateísmo intelectualmente satisfatório porque – segundo Dawkins – teria eliminado Deus como exigência da explicação da natureza humana. Entretanto, ao contrário desses outros pensadores ateus¹ citados, Marx nunca escreveu um tratado específico contra a religião. Seu espírito antieclesiástico e ateísta era manifesto através de suas obras. Leia Mais…

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